O Novo Ensino Médio no estado do Rio Grande do Sul
Coordenador
Dr. Ricardo Gonçalves Severo
Etapa atual da pesquisa
Visita técnica
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As principais mudanças que a reforma do ensino médio (Lei 13415/2017) produziram foram na esfera do currículo escolar. Dentre estas, destaque para a ampliação da carga horária (até 1400h anuais) e restrição da carga horária (600h anuais) destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular; a possibilidade de 20% da carga horária total de aula poderá ser à distância; a organização curricular por área do conhecimento ou itinerários formativos: Linguagens e suas tecnologias; matemáticas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e sociais e suas tecnologias e; formação técnica e suas tecnologias).
Registre-se ainda a inserção de novos componentes curriculares: Mundo do trabalho, Projetos de vida, Iniciação científica e Culturas tecnológicas e digitais. De todos os impactos no cotidiano dos docentes, destaque para a deslegitimação política da prática docente. A flexibilização curricular imposta pela reforma compeliu, malgrado resistências, a dimensão ético-política da prática docente. Atuar para o desenvolvimento da consciência crítica das juventudes, dialogar sobre temas caros à sociedade como, por exemplo, as injustiças sociais, ideologia, democracia e os limites impostos ao financiamento da educação não é o que se espera da atuação docente.
A reforma fere a autonomia dos professores, visto que torna seu trabalho mais técnico, burocrático, padronizado, afora a distância da formação inicial daqueles em relação à dinâmica dos itinerários formativos. No RS, a formação continuada oferecida pela SEDUC-RS pouco dialogou com a realidade das escolas. Além disso, impôs-se agendas normas e atividades às escolas desrespeitando-se seu calendário e seu planejamento. Visando intensificar o controle sobre as escolas, criou-se a figura do “tutor” da escola, profissionais que, indicados pelas coordenadorias de educação que e lotados nas escolas, monitoram como as escolas se organizam para responder às avaliações em larga escala.
Escrito por Alexandre Virgínio.



