O Novo Ensino Médio no estado de São Paulo
Coordenadora
Dra Maria Carla Corrochano
Etapa atual da pesquisa
Lista de membros
Informes publicados no sítio da Secretaria de Estado da Educação de São Paulo – SEE-SP em 2021 e 2022, resultados de estudo realizado por coletivo de docentes-pesquisadores de escolas públicas de educação básica e universidades públicas situadas em São Paulo (REPU, 2022), e matérias jornalísticas da mídia impressa paulista, nos períodos já citados, relatam que em 2021 o Poder Público paulista (SEE-SP e CEE-SP) deu início a implantação “do novo currículo” do ensino médio, proposto pela Lei Federal 13.415/2017 e, em 2022, o executivo estadual da educação implementou os Itinerários Formativos – IFs e o componente curricular Projeto de Vida em mais de 3,6 unidades escolares estaduais. Desde então, dados preliminares de estudos em andamento têm revelado, ao menos, cinco (5) tipos de problemas que marcam o desenvolvimento das diretrizes do novo ensino médio nas escolas paulistas.
O primeiro diz respeito aos modos de consulta adotados pela SEE-SP para o diálogo e os processos de decisão envolvendo estudantes e professores sobre o novo currículo do EM e os IFs – consultas online e seminários regionais, e a consequente implantação nas diferentes unidades escolares; o segundo problema tem relações com o escasso número de docentes vinculados à SEE-SP para ministrarem as “disciplinas eletivas” dos IFs e o engodo que o mesmo têm se constituo ao longo do ano letivo; o terceiro tem a ver com o componente Projeto de Vida, incluído na proposta curricular paulista como uma disciplina; neste eixo os professores que se responsabilizam pela disciplina, em muitos casos, afirmam que são despreparados e não têm formação continuada e em serviço para assumirem uma disciplina como a de Projeto de Vida; outro desdobramento diz respeito à “pobreza” do material didático que a SEE-SP tem imposto para esta disciplina, e a falta de reportório dos professores para dialogarem com os alunos sobre as aspirações e propostas de futuro; o quarto problema concerne à incapacidade que têm muitas escolas públicas estaduais em desenvolverem a Reforma, na medida em que elas são a única escola pública desta etapa de educação existente em um número não desprezível de municípios paulistas.
Por fim, um dos problemas que têm assinalado alunos e alunas dos 2ºs e 3ºs anos do EM é que a Reforma é um logro, pois o curso que eles têm seguido não contribui para o enfrentamento dos desafios que encontram diante do ENEM e de vestibulares de universidades públicas.
